O que é DeFi e como ganhar dinheiro com isso em 2025?

Até 2025, o Valor Total Bloqueado (TVL) em DeFi cresceu para US$ 123,6 bilhões, representando um aumento de pelo menos 41% em relação ao ano anterior, com os 10 principais tokens por capitalização de mercado respondendo por expressivos US$ 98,4 bilhões. Isso indica que o DeFi está em ascensão novamente: a capitalização dos protocolos descentralizados está crescendo, novas ferramentas estão surgindo e grandes investidores estão retornando à Web3. Mas, junto com as oportunidades, vêm os riscos — golpes, quedas de tokens e ataques a contratos inteligentes.

O que é DeFi e como ganhar dinheiro com isso em 2025?

Se você deseja lucrar com DeFi em 2025, é importante entender como essas ferramentas funcionam, quais estratégias ainda são eficazes e quais se tornaram obsoletas. Neste artigo, exploraremos:

  • O que é DeFi no mundo das criptomoedas, explicado de forma simples.
  • Por que isso é necessário?
  • Como realmente ganhar dinheiro com protocolos descentralizados?
  • Como se proteger de perdas e evitar erros comuns.

Preparados? Vamos lá!

Como ganhar dinheiro com DeFi em 2025

Com o desenvolvimento da infraestrutura, surgem novos produtos, abrindo inúmeras oportunidades de renda. A chave é entender como esses mecanismos funcionam, quais estratégias são relevantes e quais riscos elas acarretam.

Um dos métodos mais simples é apostar—depositar criptomoedas em uma rede para confirmar transações e garantir sua segurança. Em troca, o usuário recebe recompensas em tokens. O Ethereum atualmente oferece os rendimentos mais estáveis ​​(em torno de 3–4% ao ano), enquanto Solana e Avalanche podem fornecer até 7–8%, e redes menores até 15–20%, compensando o maior risco. A principal limitação é que os fundos ficam bloqueados por um longo período, durante o qual o preço do token pode cair.

Para aqueles que desejam se envolver mais profundamente, agricultura de liquidez é relevante. Um usuário deposita dois tokens em um pool em uma exchange descentralizada (como Uniswap, PancakeSwap ou Curve) e recebe uma parte das taxas das negociações realizadas nesse pool. Essa é uma estratégia mais lucrativa, porém também mais arriscada: com uma divergência significativa de preço entre os tokens, o chamado perda impermanente Pode ocorrer uma perda temporária e, às vezes, irreversível de parte do capital. Em pares estáveis ​​(por exemplo, USDC–DAI), você pode obter um rendimento anual de 3 a 5%; em pares voláteis, até 20 a 40%, mas com flutuações substanciais.

Outra ferramenta de trabalho é empréstimos descentralizados. Protocolos como Aave ou Compound permitem que os usuários lucrem concedendo empréstimos: você deposita ativos e o protocolo os empresta automaticamente a tomadores mediante garantia. O lucro depende do token e da demanda, mas a média anual varia de 2% a 6% para stablecoins e de 1% a 3% para ETH e wBTC. Você também pode tomar empréstimos usando seus ativos como garantia para utilizá-los em outras estratégias. No entanto, isso introduz um risco de liquidação: se o preço da garantia cair abaixo de um limite predefinido, o protocolo a vende automaticamente para quitar a dívida.

A estratégia de Investimento de longo prazo em tokens de protocolo DeFi A popularidade continua crescendo. Aqui, a análise é fundamental: é preciso entender o modelo de negócios, a geração de receita, o roadmap e a tokenomics dos projetos. Tokens de projetos como Lido (LDO), Uniswap (UNI), GMX ou MakerDAO (MKR) apresentaram um crescimento de 2 a 5 vezes entre 2024 e 2025. Um segmento à parte que vem ganhando força em círculos institucionais inclui LSD (Liquid Staking Derivatives) e protocolos para tokenização de ativos do mundo real (RWA). No entanto, é preciso considerar a alta volatilidade e a falta de garantias: mesmo projetos sólidos podem sofrer quedas bruscas de valor.

Por fim, uma das estratégias mais discutidas para 2025 é participar em novos protocolos numa fase inicial, conhecido como Agricultura de airdrop. Você interage com projetos que ainda não foram lançados (por exemplo, LayerZero, Berachain ou Starknet, que havia lançado sua testnet no momento da redação deste texto), realiza ações em suas interfaces — conduz swaps, deposita fundos, participa de testnets. No futuro, a equipe poderá recompensar os usuários ativos com uma distribuição de tokens. Esse modelo já rendeu centenas ou milhares de dólares para aqueles que participaram das fases iniciais de projetos como Arbitrum, Optimism e outros. Não há investimentos iniciais, mas também não há garantias: nem todos os projetos realizam airdrops, e os prazos são desconhecidos antecipadamente.

Outra nova estratégia é refazer. Em termos simples, trata-se da capacidade de reutilizar ativos já em staking — por exemplo, por meio do protocolo EigenLayer. Você faz staking de ETH na rede Ethereum, recebe um token encapsulado (por exemplo, stETH) e o utiliza como garantia em outros protocolos. Dessa forma, o mesmo ativo funciona em dois lugares simultaneamente. Os rendimentos combinados podem chegar a 15-18% ao ano, mas a tecnologia é nova e existem riscos — instabilidade de contratos inteligentes, possíveis erros de arquitetura e falta de precedentes.

Como minimizar os riscos ao trabalhar com DeFi

Ganhar dinheiro em DeFi envolve não apenas rendimentos, mas também altos riscos. Falhas em contratos inteligentes, quedas de preço, liquidações de garantias, protocolos fraudulentos — tudo isso pode levar a perdas. Para proteger seu capital e evitar erros, é importante seguir alguns princípios básicos.

Primeiro — Diversificação. Nunca invista todo o seu capital em um único protocolo ou token. Mesmo plataformas comprovadamente eficazes podem ser hackeadas ou conter erros críticos de código. O ideal é distribuir seus ativos em diversas categorias: parte em staking, parte em farming, parte em uma carteira spot ou stablecoins.

Segundo – Avaliação do protocolo. Antes de usar um protocolo, verifique quem são os desenvolvedores, se o código foi auditado, quanto capital já está bloqueado (TVL) e o quão ativamente a plataforma é usada. Protocolos com código aberto, auditorias da CertiK ou Trail of Bits e alta liquidez reduzem os riscos. Plataformas novas e pouco conhecidas costumam oferecer rendimentos inflacionados — mas isso geralmente é um sinal de risco injustificado.

Terceiro — Limitar o valor por contrato. Mesmo que um projeto pareça seguro, não invista mais do que você está disposto a perder. Isso é especialmente importante para agricultura e empréstimos: nesses casos, frequentemente surgem riscos de perda temporária ou liquidação da posição. Mantenha parte do seu capital em forma líquida para poder reagir rapidamente a mudanças de cenário.

Quarto — Seleção criteriosa da rede. Os projetos DeFi operam em diferentes blockchains, cada uma com suas próprias características. Por exemplo, o Ethereum oferece maior confiabilidade, mas taxas significativamente mais altas. No Arbitrum, Optimism e BNB Chain, as taxas são menores, mas os projetos são mais recentes e, às vezes, menos testados. Leve isso em consideração ao escolher uma plataforma.

Quinto — Higiene de segurança. Use carteiras separadas para diferentes finalidades, nunca armazene chaves privadas em texto simples e não conecte sua carteira a sites aleatórios. Verifique regularmente as permissões da sua carteira e revogue-as, se necessário. Use carteiras de hardware para armazenar quantias significativas.

E, finalmente—Mantenha-se informado. Muitos riscos podem ser evitados se você tomar conhecimento de uma vulnerabilidade ou ataque hacker a tempo. Assinar canais especializados, chats e agregadores como DeFiLlama ou DefiSafety ajudará você a responder prontamente às ameaças.

Planos que já não funcionam

O DeFi evolui rapidamente — o que proporcionava renda estável em 2021-2022 muitas vezes se torna ineficaz ou totalmente não lucrativo em 2025. Aqui estão as principais estratégias e esquemas que perderam relevância ou se tornaram muito arriscados.

Cultivo de tokens sem demanda
No passado, muitos projetos lançaram seus próprios tokens e incentivaram os usuários com altos rendimentos (100–1000% ao ano). Esses tokens não tinham valor real e perderam valor rapidamente. Em 2025, tais esquemas não são apenas inúteis — são prejudiciais: você recebe um token cujo valor se deprecia mais rápido do que você consegue sacar os lucros. Exemplos: a maioria das fazendas de tokens na BNB Chain e na Polygon sem receita real ou demanda pelo token.

Agregadores automáticos prometem “rendimento máximo”
Antigamente, era comum confiar em estratégias de cultivo automatizado que supostamente otimizavam os lucros. Hoje, a maioria desses serviços ou não atualiza suas estratégias ou opera com protocolos de baixa liquidez e alto risco. Exemplos: versões antigas do Yearn, Autofarm e Beefy Finance, sem transparência e com controle manual.

Esperando um airdrop com o mínimo esforço
Entre 2021 e 2023, bastava navegar um pouco pela interface uma vez por mês para receber um airdrop. Hoje, a competição é maior e os airdrops costumam ser concedidos apenas aos usuários mais ativos. Além disso, alguns projetos realizam airdrops somente por meio de listas fechadas, sem critérios transparentes. Isso torna a participação passiva ineficaz. Exemplo: zkSync — milhares de usuários não receberam o airdrop apesar de serem ativos.

Mineração de liquidez em pools unilaterais
Pools onde você deposita apenas um token (por exemplo, ETH ou USDT) foram consideradas menos arriscadas por muito tempo. No entanto, a maioria desses esquemas não gera mais lucros tangíveis. Em alguns casos, o rendimento é coberto apenas por taxas, e não por ganhos econômicos reais. Além disso, muitas vezes mascaram a falta de demanda pelo outro lado do par.

Fé cega no rendimento sem analisar a tokenomics
Os usuários ainda entram em projetos baseando-se exclusivamente nos valores de APY (rendimento anual efetivo) — de 20% a 50%. Mas esses indicadores geralmente não levam em conta a inflação do token, as taxas, a volatilidade e os riscos. Sem analisar o modelo, a receita e o mecanismo de emissão de tokens, essa estratégia deixa de funcionar. A solução é estudar a tokenomics e focar não no rendimento percentual, mas em sua sustentabilidade.

Conclusão

O DeFi no mundo das criptomoedas é um segmento em desenvolvimento, com capitalização crescente, interesse institucional e novos modelos de renda. Mas por trás dos lucros potenciais, existem riscos reais: técnicos, de mercado e comportamentais. Para ganhar em vez de perder, é importante agir com consciência: analisar protocolos, diversificar o capital, evitar investir em esquemas obsoletos e estar preparado para mudanças.

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